Como conciliar consumo e investimentos?
Os meses de novembro e dezembro trazem um grande apelo ao consumo. Black Friday, Natal e Ano Novo são datas importantíssimas para o comércio. Porém, na maioria das vezes nós somos estimulados a comprar produtos que não precisamos com um dinheiro que ainda não possuímos. O mercado é inteligente. Ele sabe criar a sua própria demanda. Nesse sentido, muitas pessoas encontram dificuldades para equilibrar consumo e investimentos. Assim, após consumir uma parte significativa da renda praticamente não sobra dinheiro para investir. Confira o nosso texto e veja duas dicas para conciliar consumo e investimentos. Os investimentos de hoje podem garantir o consumo de amanhã.
Boa leitura.
Controle de gastos e receitas
Embora seja contra intuitivo, podemos afirmar que um número razoável de pessoas não têm qualquer tipo de controle sobre os seus gastos e receitas. Ou seja, não se sabe o quanto de dinheiro entra na conta e o quanto de dinheiro sai. Na minha opinião, esse descontrole em relação às finanças pessoais é um dos principais empecilhos para que as pessoas consigam conciliar consumo e investimentos.
Se você desenvolver algum tipo de registro básico a respeito dos seus gastos mensais, seja por meio de um bloco de notas no celular ou através de uma planilha, então, ao longo do tempo será possível analisar o seu padrão de consumo e ter uma certa previsibilidade em relação às despesas do mês. Nós temos hábitos de consumo bem arraigados, portanto, os gastos não-recorrentes são a exceção e não a regra.
No que se refere às receitas mensais, creio que isso é até mais simples de controlar se comparado aos gastos, pois se você é um trabalhador assalariado, então, recebe apenas uma vez no mês. É claro, quanto mais fontes de renda, maior será a exigência de realizarmos tais registros. Além disso, através do controle das nossas receitas, teremos uma maior clareza do percentual da renda que poderá ser destinado para o consumo e para os investimentos.

Plano de investimentos
Um segundo ponto que considero relevante para que possamos conciliar consumo e investimentos consiste no estabelecimento de um plano de investimentos. Logo, não basta ter controle sobre os seus gastos e receitas e fazer o dinheiro “sobrar” no fim do mês, é preciso ter metas bem definidas a respeito do que se pretende fazer com a quantia que foi poupada.
De fato, quando não há um destino certo para o dinheiro, geralmente ele retorna para a economia através do consumo. Provavelmente, você já escutou algum amigo ou familiar dizer que ele não sabe o que fazer com o seu próprio dinheiro, embora tenha uma determinada quantia poupada. Na minha opinião, investir pressupõe poupar. No entanto, a recíproca não é válida.
Na minha opinião, o hábito de guardar dinheiro não pode ser visto como um fim em si mesmo. De fato, aqueles que guardam dinheiro em um “cofrinho” com a mera finalidade de entesourar papel moeda estão negligenciando a perda do poder de compra do dinheiro devido à inflação. Ora, por qual motivo devemos perder dinheiro se podemos gastá-lo hoje? Na verdade, precisamos investir em bons ativos para que, no mínimo, possamos manter o nosso poder de compra.
Bons investimentos.